quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Alíquotas Internacionais do Imposto de Renda


Querido diário:
Retirei este gráfico da página do prof. Cássio Moreira no Facebook. Juraria que esta alíquota máxima do imposto de renda correlaciona negativamente com o índice de Gini das rendas pré-impostos!

DdAB
Não sei se esta (aqui) é uma fonte rastreável com um clic. Hoje é meu segundo dia de Facebook. Vejamos o que pinta.

sábado, 26 de setembro de 2015

Parlamentarismo e Crise


Querido diário:

Não sei se terei capacidade para acrescentar algo naqueles finalmente da postagem de ante-ontem. O título de hoje dá uma dica de todo o assunto.

Primeiro: parece inegável que as tradicionais tentativas de uma coalizão derrotada no processo eleitoral busca deslegitimar o vencedor. Desta vez, parece que o playboy Aécio Neves é que o fez: tomou pessoalmente a derrota e jurou vingar-se de sua vencedora. E, claro, pede a renúncia da presidenta ou diretamente o impeachment. Mas o momento não é propício a ideias mais criativas, pois até a eventual chamada para nova constituinte feita por Dilma no segundo semestre de 2013 bateria na radicalização atual como "golpe" E assim esta classifica os pedidos de impeachment feitos por Aécio e tantos outros, e com ecos na sociedade civil.

A verdade é que este impasse institucional vivido pelo Brasil que seria facilmente resolvida com o parlamentarismo. Digamos que Dilma fosse a primeira ministra. Ela poderia dissolver o Congresso, como Alexis Tsipras fez na Grécia. Ou o Congresso poderia lançar-lhe um voto de desconfiança, forçando novas eleições.

As coalizões de esquerda brasileira nunca conseguiram ter uma visão pragmática suficientemente forte para lutar claramente pelo parlamentarismo. No outro dia, dei dois exemplos.

Já era bom observador da cena política, quando deu-se a queda de João Goulart, em 1964. Naquele momento, a exemplo do que ocorrera em 1961, o parlamentarismo que teria servido como colchão de amortecimento entre as tensões criadas com o primeiro ministro Tancredo Neves. É possível que o golpe militar de 1964 tivesse sido evitado, e houvesse ganhos de esquerda em algumas áreas que foram, digamos, avassaladas.

E depois quando se achou que seria golpe contra Lula fazer o parlamentarismo lá na constituição de 1988. Aquele era um bom momento para se mudar a forma de governo, mas a curta visão do curto prazo, a perspectiva mal avaliada por todos de que "eles" é que venceriam as eleições ou iriam controlar as coalizões dos eleitos é que preponderaram e nos legaram este Brasil da mesma fraqueza institucional de sempre.

DdAB

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Mais Plágios...


Por aqui, andei falando em minha prática de plágios. E no outro dia vi naquele "Informe Especial" do jornal Zero Hora uma denúncia de um comentador de Slavoj Zizek que este estava plagiando a si próprio e até a terceiros, pois citava obras e obras sem referir a fonte, especialmente as próprias publicações anteriores. Achei impertinente de parte a parte: do comentador e do jornalista que selecionou a notícia como algo relevante e esclarecedor.

Em compensação, na página 134 do segundo volume d'O Capital in fine e andando para página 135, fala-se no consumo de serviços na hora da produção, ou seja, um bem é um objeto material (que pode desaparecer ao ser consumido, e.g., um copo de cachaça) e um serviço é um blim-blim-blim que desaparece no preciso momento de sua produção: uma engraxada de sapatos (exemplo que marcou-me, originário do professor Hélio Portugal Silva). Citei na postagem lá de cima também o livro de mesoeconomia.

Mas não é apenas de Marx que li e incorporei coisas que passei a tratar como minhas. Por exemplo, meu amado Campos de Carvalho ensinou-me milhares de palavras e mais não o fez, pois havia momentos em que eu sofria de ojeriza a dicionários (isto foi antes de eu dizer que o dicionário é o melhor amigo do homem). Vai lá, Campos de Carvalho, ainda que me contradiga:

página 71:
Palavras, palavras, o dicionário está cheio delas e nem por isso ensina coisa que preste.

página 31:
[...] distribui sua bênção e sai lampeiro.
esta aqui é plágio de Monteiro Lobato que nem me deu tempo de escrever, mas parece que eu a escreveria, originando-se meu conhecimento da literatura infantil do bom paulista (que CC é/foi mineiro).

página 49:
O soldado ainda estremunhava...
é certo que o verbo estremunhar, estremunhado, faz parte de meu dicionário, ainda que não tenha achado no blog. E será que aprendi com o CC?

página 59:
... pode-se até sentir o velame drapejando sobre a cabeça...
pois agora está claro que esta uma delas ou as duas palavra está na tradução do Robinson de Hymer, que encetei na coautoria de Adalberto Alves Maia Neto.

página 61:
O gerente atrás da piteira, vive anunciando novidades
então agora temos novo plágio sei lá de quem. O fato é que lembrei de Carlos Drummond de Andrade: o homem atrás dos óculos e do bigode é sério, simples e forte...

página 82:
... alguém dentro de mim deu uma gargalhada estrondosa e logo em seguida...
desta vez é o contrário: Frank Herbert, no romance de cinco volumes (ou mais?) tem aquela turma que vira o Lagartão, e que tem na 'genética' todos os antepassados: voz dentro de mim? Very suspicious.

página 89:
Tudo isto é uma palhaçada, daqui a cinquenta anos estaremos todos mortos...
pois chegou novo plágio de CC. Ele plagiou, ou não?, o próprio JMK, ou seja, aquela frase de Keynes de que, a longo prazo, estaremos todos mortos. Ele, John Maynard, não durou nem os 50 de CC.

página 101:
Os cegos usam óculos par não ver, já era para eu ter descoberto há muito mais tempo: ou não? ...
página 104:
Por falar nisso, ainda devo ter um [charuto] aqui no bolso: ou não?
duas páginas: plágio meu? Este negócio de fazer uma afirmação A e em seguida indagar muito do filosoficamente 'ou não?'

Para concluir, um pouco de política brasileira contemporânea, na página 108:
... Quem resistiu a tantas guerras há de resistir a mais esta, e a outras tantas [...]
 (reticências no original, corte [ ] meu).
claro que isto lembrou-me a própria Dilma, a presidenta que vive os dias atuais em palpos de aranha (de onde tirei estes palpos de aranha?). Mas isto me leva a uma reflexão muito séria.

Vamos a ela, que depois falarei mais. É o seguinte. O Brasil vive um impasse institucional que seria facilmente resolvida com o parlamentarismo. Digamos que Dilma fosse a primeira ministra. Ela poderia dissolver o Congresso como Alexis Tsipras fez na Grécia. Ou o Congresso poderia lançar-lhe um voto de desconfiança, forçando novas eleições.

DdAB
Imagem daqui. E parece que devo falar mais sobre parlamentarismo mesmo. Parece que a esquerda tradicional brasileira, quando ganha os dedos, já quer logo as mãos. Dois exemplos: na queda de João Goulart, quebrou-se o parlamentarismo que teria servido como colchão de amortecimento entre as tensões criadas com o primeiro ministro Tancredo Neves. É possível que o golpe militar de 1964 tivesse sido evitado, e houvesse ganhos de esquerda em algumas áreas que foram, digamos, avassaladas. E depois quando se achou que seria golpe contra Lula fazer o parlamentarismo lá na constituição de 1988. Pode? Bebe-se!

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Capacidade de Superação


Querido diário:

O jornal Zero Hora, que leio com exação quase que diariamente, vem apresentando uma série de artigos de eminências sul-riograndenses sobre o futuro deste estado. Confesso que me falta paciência para ler todas as opiniões com exação, tendo-o feito no estilo rayuela (isto é, leio saltadinho), desacreditando que daí possa surgir algum caminho que leve ao céu.

Ao contrário, tenho sugerido neste vero blog esposar a opinião de que uma das formas de ajudar a salvação do Brasil é fechar os estados (o que cancelaria a assembleia legislativa e o senado, claro, não é mesmo?), além de outras medidas radicais. E os municípios que achassem conveniente fariam suas associações. No limite estaríamos também fechando o governo federal, ficando as associações de municípios como detentoras de todo poder.

O título do artigo de hoje é "Confiança no Rio Grande" e a assinatura do autor deixa-se ler como "Germano Rigotto", como sabemos, ex-governador. A frase emblemática do artigo, destacada sobre o mapa desta região do planeta, é "Não se pode, jamais, duvidar da capacidade de superação do povo gaúcho". Eu, cuja carteira de identidade dá o local de nascimento como o Rio de Janeiro, pensei: então talvez minha capacidade de superação pode não ser subestimada, mas seria eu mais capaz se não tivesse sido carregado dentro de um útero e dado à luz nas plagas de cá e não nas de lá? Mas esta questiúncula de estrelas regendo o instante de meu nascimento não ajudam a entender.

Minha visão é que, já começando com a renda per capita de não muito mais que R$ 8 mil por família e um índice de Gini de, pelo menos, 0,5, não vejo que tenhamos (o 'nós' vê-me falando como gaúcho de concepção) tido esta desejável capacidade nos últimos, digamos, 200 anos. Ou apenas 100, ou meus 68, que seja.

E não é de hoje que se pensa assim do Rio Grande Amado. Vejamos o que diz o gaúcho escaldado:

Não quero deixar pro meu filho a pampa pobre que herdei de meu pai.

DdAB
Imagem daqui. E a letra que segue é daqui:

Herdeiro da Pampa Pobre
Popularizada pelos Engenheiros do Hawaii
Compositores: Gaúcho da Fronteira e Vainê Darde
(e alguma edição do Planeta 23)

Mas que pampa é esse que eu recebo agora
Com a missão de cultivar raízes
Se dessa pampa que me fala a estória
Não me deixaram nem sequer matizes?

Passam às mãos da minha geração
Heranças feitas de fortunas rotas
Campos desertos que não geram pão
Onde a ganância anda de rédeas soltas
Se for preciso, eu volto a ser caudilho
Por essa pampa que ficou pra trás
Porque não quero deixar pro meu filho
A pampa pobre que herdei de meu pai
Porque não quero deixar pro meu filho
A pampa pobre que herdei de meu pai 

Herdei um campo onde o patrão é rei
Tendo poderes sobre o pão e as águas
Onde esquecido vive o peão sem leis
De pés descalços cabresteando mágoas
O que hoje herdo da minha grei chirua
É um desafio que a minha idade afronta
Pois me deixaram com a guaiaca nua
Pra pagar uma porção de contas 

Se for preciso, eu volto a ser caudilho
Por essa pampa que ficou pra trás
Porque eu não quero deixar pro meu filho
A pampa pobre que herdei de meu pai 
Porque eu não quero deixar pro meu filho
A pampa pobre que herdei de meu pai 
abcz

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Intimidades


Querido diário:

Íntimo, íntimo mesmo com o whisky Jack Daniels é quem já bebeu mais de 100 garrafas sozinho. É meu caso! Mas há outra maneira de fazer o teste: designá-lo como John Daniels, o que também me contempla do néctar do Teneci.

DdAB
Imagem daqui. E o bandidinho sabe até o dia de meu aniversário. Besteirol em plena segunda-feira, hein, seo Duilio?
E sabe até quando caiu o Muro de Berlim:

domingo, 20 de setembro de 2015

Os Dois Pontos e Outro Recortes de Pontuação


Querido diário:

Vejam só! Mal acabo de incursionar pelo mundo das pontuações do trio Joyce-Guimarães-Campos e já tenho opinião ultra refinada do prof. Conrado. Não é que é que o homem é uma enciclopédia? E não é que esta enciclopédia viva não se cinge à linguística? Temos todas as artes e um bastantão de filosofia!

Estou convencido de que a língua escrita, sendo sempre uma simplificação das incontáveis variações da falada (que se pense, p. ex., nas tantas entoações que podemos usar falando para expressar algo como "Que dia lindo!", para cuja forma escrita não nos resta muito mais do que um ponto de exclamação, ou dois, ou três, se se quiser, mas que dificilmente traduzirá a avaliação da voz), é toda uma tecnologia per se, i. é, mais do que a mera rendição daquilo que as interações verbais hajam podido produzir.

Entre as línguas que tenham alcançado a escrita, se distinguirão aquelas em que mais se haja investido nessa tecnologia, as chamadas "línguas de cultura".

No que se refere à pontuação especificamente, houve tempo em que apenas o ponto era usado, e era um ponto erguido, a modo de um hífen, cuja função primordial era a de marcar a separação de uma palavra em relação à outra. Representava já uma evolução se considerarmos que antes as palavras eram escritas TODASJUNTAEEMMAIÚSCULAS, como acabo de fazer. Muitos sinais foram sendo acrescentados, sobretudo quando, com a invenção da imprensa, a língua escrita foi se tornando mais acessível.

Vimos de uma tradição de normatização, coisa que dividimos com nossos irmãos neolatinos, capitaneados pela princesa das neolatinas, que é a língua francesa, com sua Académie. Ainda que não veja a normatização como algo necessariamente negativo, entendo que para determinado grau de letramento que se tenha atingido e sobretudo para aqueles que trabalhem constantemente com a língua, pode o cuidado excessivo com a norma desempenhar um papel mais negativo do que positivo, talvez mesmo inibidor.

Há sempre a questão do bom gosto, do que está na moda, etc., como o ponto e vírgula, p. ex., que já ninguém usa, etc. Aliás, em bom número dos exemplos que trazes, talvez o ponto e vírgula ficasse melhor, ou, dito de outro modo, estão os dois pontos lá cumprindo uma função que muitas vezes se tem visto na literatura cumprir o ponto e vírgula. Sendo os autores mencionados já bastante senhores da tecnologia da língua escrita, não valerá decerto meter-se com eles.


DdAB
Imagem: tá na cara que é a capa da tradução Penguin/português. Não sei se todos os pontos colocados por Joyce lá no Ulysses dele dariam para compor estes escritos numa capa que tomaria o espaço entre o Terceiro Planeta de Sol e os asteróides.

sábado, 19 de setembro de 2015

Ulysses: não era apenas Guimarães Rosa, pois...


Querido diário:

Faz um tempinho que falei nos dois pontos de nosso permanente objeto de estudos, nomeadamente, o Ulysses de James Joyce (aqui). E lembrei de tudo isto, ao ler Campos de Carvalho (aqui). Onde? No livro

Vaca de nariz sutil. 2008 Rio de Janeiro: José Olympio, 4ed.

(A primeira edição é de 1961, pela Civilização Brasileira, que foi a que li originalmente e agora, claro, reli a de José Olympio. A da Civilização esfumou-se no tempo.)

(Mas meu balanço hoje é, contando com esta da José Olympio, que parece ter algo a ver também com a Saraiva, também sou feliz proprietário de suas outras obras assumidas, nomeadamente, A Lua vem da Ásia, A chuva imóvel e O Púcaro Búlgaro. E também adquiri há tempos os quatro volumes reunidos em um volume (!) pela própria José Olympio.)

E que é mesmo que fala este autodeclarado especialista na primeira sentença do Ulysses joyceano? Pois, afinal, esta postagem é sobre

(  ) James Joyce e seu Ulysses
(  ) Guimarães Rosa e seus dois pontos

Responda, se for capaz. Mas o fato é que o que farei mesmo é listar o que pude detectar de dois pontos duplos e até alguns tripos em frases desta Vaca de nariz sutil. Por exemplo, a página 66b (ver lá adiante) que tem três vezes os dois pontos e ainda outras. Então vejamos o que penso ser o levantamento exaustivo do livro. Isto não garante que realmente o seja.

Página 24 :: ... um trecho de ópera-bufa: por que não anunciaram logo preservativos e fuzis-metralhadoras, coisa de muito mais valia e lucro certo? - ou qualquer outra arma para matar o próximo enquanto não chega a outra guerra: no útero...

Página 30 :: ... não prejudicar o pas-de-trois: quando se mudavam eu estava que era pele sobre osso: hipocondria peristáltica...

Página 31 :: ... as pernas para cima: até hoje choro tê-lo deixado escapar: um efebo...

Página 35 :: ... e que paz: - às seis horas, o portão fechado, eram donos do seu mundo, não se via vivalma nem morta nas imediações, o fogo-fátuo só incomodara mesmo no princípio: a gente se habitua a tudo...

Página 37 :: .. Suzana era como se chamava: Suzana filha de Suzana, filha de Suzana, filha de Suzana, e assim por diante, nome de guerra pura e simplesmente: mas angelical.

Página 38 :: ... funcionário bem-comportado: abriu-se um verdadeiro abismo ... ao lado daquela sepultura: as outras eram como se não existissem...

Página 41 :: ... altamente compensadora: por falar nisso ... e ainda mais míope: quero uns óculos...

Página 50: .. fora até divertido: podem matar à vontade, é só atirem do joelho para cima; você aí: que é a alma do canhão?

Página 59 :: ... peripécias do navio: pode-se até sentir o velame drapejando... a lua refletida nas águas: rota mantida...

Página 60 :: Talvez esteja sonhando: não estou; ou bêbado: nem tanto...

Página 65 :: Até que enfim, já não era sem tempo: CAVALHEIROS: devo ser eu.

Página 66a :: ... foi o que eu quis dizer: por que fui logo pensar ... era esta mesma coisa: só apontem para a frente...

Página 66b ::: ... sair de jeito nenhum: a verdade é que... nunca até aqui: U-R-B-A-N-I-D-A-D-E - cheira a amoníaco, ou ... propriamente dita: PROPRIAMENTE DITA - e que será...

Página 67-68 :: Garçom, uma última dose: NÃO, é inútil... terrivelmente cansado: TERRIVELMENTE, eis exatamente...

Página 70 :: ... dar os meus rugidos: esse frio prova... azar do Exército: paguem e não bufem!

Página 73 :: ... o mundo por terminado: cada um dá o que pode... ao seu alcançe: ser Deus é uma responsabilidade...

Página 80 :: ... se houvesse um aqui na praça: a enorme faixa... estar tanto quanto eu: SALVE OS NOSSOS HERÓIS, SALVEM! - por via das dúvidas: esses assassinam até a língua...

Página 83 :: ... quanto mais dos outros: o que está escrito... nem sequer a mim: o mundo não teria razão de ser...

Página 83-84 ::: ... quanto menos anódino: -- onde fui eu arranjar este anódino? deve ser o desfile, só pode ser o desfile, em véspera... não antes nem depois: ECUMÊNICO, ECUMÊNICO - sentia-a no céu da boca e em vão tentava engoli-la: também desaparecia...

Página 85 :: ... me faria mil vezes matar pela outra: a verdadeira: a única.

Página 87 :: ... seus sonhos: um belo dia... em assustar os vivos: irresponsáveis é o que são.

Página 87-88 :: ... não sou capaz: afasto a mecha.. fera acuada: OU ELE OU EU.

Página 88 :: ... as narinas arfantes: -como uma fúria... fremente e esquiva: os dentes de criança.

Página 93 ::: ... menos manda l´dentro: entronizaram-no com latim e tudo e lá ficou entronizado: se desse um pio... o tenham posto ali como ameaça: no meu caso...

Página 95 :: ... muito menos com argumentos: só se eu lhes mostrasse... sala toda iluminada: e nem assim se convenceriam.

Página 99 :: ... o céu e as nuvens: PUXE A CORRENTE EM CASO DE ALARMA: quem não está satisfeito...

Página 100 :: ... use-os qualquer vaca, ou árvore: por pouco não batem na janela, eles mesmos não enxergam: até meu nariz ficou mais leve...

Página 101 :: ... ainda que não o esteja: punha a correr... ou por trás: já não eram...

Página 102a :: ... cobrar as passagens: a esse tanto se lhe dá... é um pouco como eu: só que conserva os óculos.

Página 102b :: ... do cemitério na menina: uma coisa triste: já lhe basta o drama...

Página 103a :: Este eu vou levar para fumar depois: o senhor sabe... um juiz íntegro assim como Vossa Excelência: é íntegro mesmo que se diz, não?

Página 103b :: De repente: MAS O SENHOR NÃO IGNORA QUE SE TRATAVA DE UMA DÉBIL MENTAL: OU PRETENDE TAMBÉM IGNORAR ISSO?

Página 104a :: ... e foi o que valeu: débil mental é aquela psssoa que o senhor sabe, eu não quero ofendê-lo mas assim o senhor me obriga, nem eu vim aqui para ser ofendido: ofenda-me mas não ofenda a quem o senhor nem conhece...

Página 104b :: ... e o que não queria: o caso com a mulher do prefeito... com ar meio suspeito: se o senhor não toma cuidado...

Página 105 :: ... nem sei o que teria pensado: u então eram as raízes dele... além do que fui: de qualquerforma um mistério.

Página 107 :: Algum chato: vai ver que o trem parou e eu nem percebi: cair do céu é que não caiu.

Página 108 :: ... ao meu quarto e à minha cama: meu passado me pesava... só me lembrava dos deles: um soldado desconhecido...

Página 109 (a última da novela, o penúltimo parágrafo inteirinho) :: Aproveito para entrar no meu desrumo: deixo-vos os trilhos, vou ver se ainda me alcanço: não disponho de vossa eternidade para viver, muito menos para pensar.

[E agora, com parágrafo de apenas quatro palavras, conclui olimpicamente:] É agora ou nunca.

Ainda não fiz o levantamento exaustivo dos quatro pontos no Ulysses e nem garanto que irei fazê-lo nos próximos anos. E será que haverá seis pontos, ou seja, três sequências de três pontos, bem encontradicinhos em Campos de Carvalho? Talvez, entretanto, faça este levantamento. Faça-o outro, se tiver pressa. A presa seria mais uma questão de como fazê-lo. É agora ou nunca (estamos na página 109, não é mesmo?).

DdAB
Imagem de vaca nada sutil aqui.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Cervejeiros, Padeiros e Açougueiros: uni-vos!


Querido diário:

Hoje apresento meu seminário no Netit/UFRGS sobre a matriz de insumo-produto da empresa. Na conclusão direi:

Meu sonho é ver o filho do açougueiro, do cervejeiro ou do padeiro, o dono da academia de ginástica, essa turma toda, ao escolher o tema do TCC, optarem pela matriz de insumo-produto de sua empresa.

DdAB
Ainda estou na frontpage aqui:

No próximo dia 17/09 (quinta-feira), o NETIT dá sequência a sua série de seminários sobre tecnologia, indústria e economia internacional. Nesta ocasião, o Prof. Dr. Duílio Bêrni (UFRGS e PUCRS) abordará o tema da matriz insumo produto em empresas. O evento ocorrerá na sala 43 da Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS (Av. João Pessoa, 52).

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Filhas de Milico e os 75 Anos de FHC


Querido diário:

Todos sabemos que o reinado de Fernando Henrique Cardoso, na USP, no senado, na Sorbonne, em Cambridge, em sei-mais-lá-onde não durou tanto tempo, todos os 75 anos de que falo agora. A herança deste senhor foram os 75 anos como idade mínima para um trabalhador se aposentar "por idade".

Com 75 anos, bem sabemos, a maioria estrondosa dos trabalhadores já está morta há muito tempo. Ou, pelo menos, como dizem os galhofeiros, morreu, mas esqueceu de deitar.

Em compensação, hoje fiquei sabendo que está rolando no FaceBook uma diatribe contra -não sei se o governo- a mulherada que ganha dinheiro de pensão de soldados, de milicos em geral. Destaca-se por beleza -não era a mesma fonte- a sra. Maitê Proença. Eu mesmo já vou destacando a neta do general Médici, que teria sido adotada como filha para não reduzir estes estipêndios. E até gente próxima, da família, anda recebendo este dinheirinho, que -em muitos casos- chega a ser gritante.

Em compensação, o FaceBook diz que as garotas requerem um desembolso do tesouro nacional de R$ 5 bilhões. E, para compararmos, isto é apenas 1/6, mais ou menos, do déficit encaminhado no orçamento ao congresso nacional. Mas o mais escandaloso é a última compensação: isto seria até mais dinheiro do que o que o governo paga na bolsa família.

Fernando Henrique Cardoso criou a escandalosa elevação da idade para aposentadoria. Luiz Ignácio Lula da Silva a manteve, o mesmo fazendo-o a indigitada sra. Dilma Vana Linhares Rousseff. E que dizer deste trio, em matéria de legislação favorável ao aborto, à política de drogas, à política de combate à corrupção?

E quem paga a conta? Volta e meia se diz que o povo paga impostos em excesso, essas coisas, essas trivialidades inconsequentes que escondem -antes de mais nada- o ponto normativo resultante da concepção de mundo que alguns têm, e que não me parecem nada generosas.

Então volto a pergutar: quem paga a conta da forçação de barra da aposentadoria aos 75? Os jovens. E quem paga a conta da incapacidade governamental de ter transformado a bolsa família em programa da renda básica da cidadania.

Eu nem vou investigar agora mais sobre o assunto. De qualquer maneira, mesmo que fossem as filhas de milico responsáveis por apenas uma fração reduzida das possibilidades de ganhos mais substantivos para os pobres (dar dinheiro a pobre), se as somássemos às viúvas dos governadores, vereadores, prefeitos, chefes de seção, sub-chefes de seção, funcionários das repartições, detentores de cargos em comissão, toda essa malta que resistiu aos três governos de que falo e seus antecessores sinecuristas resistiram a milhares de outros governos, então poderíamos estar ingressando na trajetória que levaria o país à decência.

DdAB
Imagem: aqui.
P.S. das 22h: mantive-me encafifado com a informação (talvez mal-entendida por mim) de que aqueles 5 bi das garotas pagariam um ano de bolsa família para milhares de senhoras e senhoritas. Olhei aqui e vi que seriam apenas uns dois meses. Mas, cá entre nós, quantas de um lado e quantas de outro.

sábado, 12 de setembro de 2015

Falar Consigo


Querido diário:

Consigo falar comigo,
consegues falar contigo
consegue falar consigo.

Isto não é um hai-kai.

Hoje no Segundo Caderno de Zero Hora, estampa-se mais um artigo do prof. Cláudio Moreno. Ele fala sobre a diferença entre o português do Brasil (que deveríamos chamar de brasileiro) e o de Portugal no que diz respeito ao pronome 'consigo'. E diz que esta diferença é sabida há muito tempo por todo mundo.

Eu notara aquele "falei consigo" lá em Lisboa. Volta e meia ouvia pessoas cultas assim se expressar (e agora quase escrevi 'se expressarem', cada uma!). Então pensei que falar consigo, isto é consigo falar, ou melhor, sou capaz de falar. E posso falar com a pessoa que fala ou com a pessoa de quem se fala. No primeiro caso, falo comigo e no segundo caso a diferença se manifesta.

Quando digo que falei consigo, no Brasil, não pode. Em Portugal quero apenas dizer que falei com a terceira pessoa.

DdAB
Imagem daqui.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Infernais


Querido diário:

Até hoje não sei se a frase 'o inferno são os outros' é mesmo de Jeal Paul Sartre ou de José Antônio da Silva. O certo é que não é minha. Outra frase que não é minha, esta pelo menos sei de onde veio a parar em minhas células cinzentas:

Imagina como não será o inferno.

Era o tempo de Collor na presidência, aquela doutrinação em que ele era apontado como salvação do Brasil, livrando o país dos braços do esquerdismo representado, então, por Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula, que andei -irado- chamado de Lulla há muitos anos.

No outro dia, falei que vivi os tempos prévios à quebra institucional que despachou o presidente João Belchior Marques Goulart (era assim que lia nos livros distribuidos -pagos- pelo Ministério da Educação). E claro que o comparo com a queda de Collor e à espantosa turbulência que agora vivemos.

Uma vez que não sei mais o que dizer sobre o que aconteceu com o Brasil e com o projeto de esquerda capitaneado pelo PT, decidi esperar dez anos, a fim de ver -evolucionariamente- como as condições mundanas se recompõem. Evolucionariamente? É. De acordo com uma cartilha da turma da teoria da escolha pública, o mundo se divide em visão evolucionária e visão constitucional. Um pouco de inglês americano nestas minhas expressões do português.

Os evolucionários acham (achamos?) que não precisamos preocupar-nos em mudar os estados do mundo, pois este se ajeitará independentemente de nossos esforços. Hiroshima? Platôs da Amazônia? Pirâmides guatemaltecas? Tudo vira pó evolucionário e os seixos também se mantêm evolucionariamente.

Os constitucionalistas acham (achamos?) que arranjos institucionais (constitucionais, né?) podem mudar o meio-ambiente. Hiroshima, platôs da Amazônia, e por aí vai. Até o Sol pode receber uma injeção de ânimo e ter sua expansão retardada, se pensarmos com verdadeira fé.

E o inferno? Parece que para a turma da campanha "Ateus, Saiam do Armário!", a qual me enquadra, com galhardia (minha) acredita mais em inferno do que em Paraíso, this sort of thing.

Que mais? Mais é que uns dizem que a Dilma já caiu, outros que quem caiu foi o ministro da fazenda. E outros que poderia surgir uma elevação do imposto de renda que agradaria os orçamentos federal e de muitos estados necessitados, como é o caso do modelo de façanhas, que modernamente transformou-se em façanhudo.

DdAB
Imagem daqui.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Santa Audição: terei ouvido "imposto de renda"?


Querido diário:

Parece que ando distante. Parece que ando ouvindo coisas. Parece que ouvi dizer que, dados os revezes que os governantes têm sofrido, infligidos pelos próprios governantes, sobre impostos, elevação deles, a turma passou a considerar a hipótese de elevar a alíquota máxima do imposto de renda dos atuais escandalosos 27,5% para 35%. Um salto para nos deixar ainda ultra aquém da justiça fiscal dos tempos do regime militar.

Diz-se que Joaquim Levy aceita esta nova incursão. Ou seja, aquele déficit de R$ 30 bilhões na proposta orçamentária do governo federal para 2016 pode ser coberto com uma cobrancinha dos ricos. E os governos estaduais, recheados de marajás, como são, também farão uma economiazinha dos dinheirinhos retidos.

DdAB
Imagem daqui.

sábado, 5 de setembro de 2015

Desigualdade e Pobreza


Querido diário:

Parece que não és bem diário, pois faz alguns dias que me ausento de tua excelsa presença. Em compensação, na página 3 do Jornal Regional que leio nesta cidade excelsa de Três Passos, leio ou li no dia 4/set/2015, ou seja, esta semana, este ano, edição 1333, há uma coluna simpática de um simpático economista, o sr. Fernando Bitencourt Zuchetto, em que vemos:

Desigualdade - Martin Ravallion, economista do Banco Mundial, realizou uma pesquisa a respeito do impacto da desigualdade e da pobreza sobre o crescimento econômico de 90 países em desenvolvimento. Os resultados indicaram que, por um lado, a desigualdade de renda não possui um impacto considerável sobre o crescimento, mas que a pobreza afeta significativamente a possibilidade de um país se desenvolver. Considere duas nações com mesmo nível de renda per capita, aquela que possuir maior nível de pobreza crescerá menos, segundo as predições do modelo econômico utilizado.

Lembrei-me do que me disse einmal o prof. Gustavo Franco: "Nunca me canso de aprender". Mas reluto em absorver o que contradiz minhas expectativas empíricas sobre meus próprios modelos teóricos. Em outras palavras, penso que a simples pobreza é apenas uma variável de confundimento para os dados da desigualdade. As evidência são tão avassaladoras naqueles estudos a que me referi no outro dia que penso que o prof. Ravaillon terá cometido algum erro, ou foi o economista local, que deixou-se enganar pelas circunstâncias. Ou talvez, como indicou-me a hipótese a Wikipedia (aqui), pode ser que o estudo seja apenas muito velho, lançando novo opróbio sobre a validade dos estudos empíricos para assentar este tipo de regularidade.

De outra parte, façamos um contra-factual. Se é verdade que a desigualdade é desprezível, então a pobreza sendo eliminada, não haveria nenhum efeito sobre o crescimento, o qual seria explicado pela renda per capita exclusivamente. Seria a tese da convergência absoluta absolutamente. O fato é que, quanto maior a desigualdade, mais severa é a pobreza. E ficamos novamente sem saber se a encrenca mesmo reside na desigualdade. A evidência positiva está em Wilkinson e Winslet.

Para minha visão, aprendida com Andrew Glyn, o igualitarismo é o canal, pois é a melhor organização disponível para viabilizar oportunidades para a população desvalida. E mesmo para a classe média: a função social de um magote de oito meninos de rua é dar emprego de oito hora por mês ou por semana para um dentista, um assistente social, um psicólogo, um personal tênis trainer, e por aí vai.

DdAB
Nota: a postagem está aqui. Winslet, como lá observamos, dá lugar a Kate Pickett, que deve ser a mãe ou tia do Piketty, não é mesmo? Sem falar nesta dupla:
EASTERLY, William Easterly (2007) Inequality does cause underdevelopment: insights from a new instrument. (2007) Journal of Development Economics. V. 84 p.755-776.
Imagem: esta bicicleta (daqui) é até melhor que aquela famosa do Pelé que serviu de propaganda para a Shell do Brasil.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

A Lei de Say e a Equação Quantitativa da Moeda




Querido diário:
Neste site daqui, encontrei a origem do uso das equações. E olhando aqui e ali, cheguei à informação de que, no túmulo de Diofanto, havia uma equação cuja solução dava a idade de seu passamento. Neste site daqui, encontrei uma biografia das funções matemáticas. Eu mesmo, no texto que ainda publicarei (ou já o fiz no Google Documents), vou argumentar que "matemática se escreve em português", o que quer dizer que mesmo quando escrevo

C = f(Y)

fazendo C o consumo familiar agregado e Y a renda familiar disponível agregada de um país/região em determinado momento no tempo (ou vários momentos), estou simplesmente dizendo em português que "o consumo depende da renda", "o consumo é uma função da renda", etc. E de onde veio esta ideia de 'função'?

Botando em ordem cronológica de nascimento os que falaram em dependência de um blim-blim-blim a outro:

Galileu G (1564-1642),
Isaac Newton (1642-1727)
Jean Bernoulli (1667-1748)
Leonard Euler (1707-1783)
Gottfried Wilhelm Leibniz (1646-1716) :: criou o termo função

E que diz a Lei de Say? Sendo S a oferta (e eu sempre pensara que S vinha de Supply, hehehe) e D a demanda, podemos dizer que Say diria que

D = D(S)

ou seja, a demanda é uma função da oferta, ou seja, a oferta gera sua própria procura.

E esta não é a primeira bobagem sobre o assunto, pois temos

I = g(P)

sendo I o investimento e P a poupança (não usei S, pois S tem a ver com Say...).

Então a terceira é uma turma dizer que os problemas de demanda efetiva de uma economia monetária (eles diriam apenas 'capitalista') se devem à diferença entre oferta e demanda, sendo a oferta

c + v + m

e a demanda

c + v

o que me parece um mal entendido de dar cadeia a quem nele incide (um dia falarei mais alongadamente sobre o tema). Por ora, digo apenas que os incidentes na confusão não entendem que c + v é o valor do capital do capitalista no início do período e c + v + m é o valor observado no final do dia.

Mas o que quero falar é continuar a conversa de ante-ontem sobre os delírios fetichistas dos arautos da industrialização como panaceia do desenvolvimento econômico. E dizer sobre minha teoria a respeito, minha de de pilhas de autores de inclinação monetarista. Depois de termos aprendido o que é uma equação, devemos diferenciar as identidades das igualdades. Também postei recentemente a respeito. Vejamos uma identidade:

MV = pQ

sendo M o estoque de moeda, V é sua velocidade de circulação, p é o nível geral de preços e Q é o produto interno bruto, a equação quantitativa da moeda.

Então, quando ontem falávamos em valor adicionado e suas três óticas de cálculo (produto P, renda Y, despesa D), poderíamos ter dito (fazendo P = 1, ou seja, no período base da discussão)

pQ = P = Y = D

(ou até podemos omitir pQ, pois já dissemos que estamos falando de P do ano base)

O fato é que estamos falando de um estoque de moeda que pode alavancar ou retrair o nível do valor adicionado (e no outro dia, falei que o PIB é função do tamanho da população pertinente, correlação altíssima) e que, portanto, bem calibrado ('bem atijolado', diriam os árabes...), o estoque de moeda pode levar o valor adicionado a contrair-se ou expandir-se.

Como mesmo é que "um estoque de moeda pode alavancar ou retrair o nível do valor adicionado?". Simples: não lembram que os neo-heterodoxos volta e meia fazem elogios a algumas facetas da investigação conduzida por Milton Friedman (até falei em Cortázar e Pinochet para colocar o rei de Chicago em perspectiva mais benévola, para não desprezar algo importante que poderia ter saído daquele abatedouro...)? Pois refiro-me no caso a duas:

.a. a taxa de desemprego não aceleradora da inflação e

.b. a produção compatível com o nível de capacidade instalada.

Esta é minha teoria do crescimento econômico, pelo menos do crescimento a curto prazo. E minha apologética é que este gasto (isto é, a expansão da demanda agregada devida à expansão da oferta monetária) deve ser orientado para setores que prometem alavancar o crescimento no longo prazo.

E que fazer se os empresários não cooperam? E se o governo não coopera? E se a própria sociedade em seu todo não coopera? Um dia respondo isto, se não me faltarem engenho e arte.

DdAB
Esta imagem lá de cima é da Wikipedia. E tem uma viagem interessante: a imagem deste matemático (Legendre) era tida erroneamente como de outro, até que o desenho acima foi descoberto em um livro em 2009, algo assim.