quinta-feira, 31 de julho de 2014

Nós e o Site da Editora Saraiva


Querido diário:

Vejamos um bom resumo do estado da arte em matéria dos dois livros que organizei (um) e fiz em coautoria com Brena Fernandez (outro) para a Editora Saraiva:

EDITORA SARAIVA
A Editora Saraiva tem um site aqui.

PRODUTOS
Neste site, entra-se em uma página reservada, para a qual se necessita de estar cadastrado aqui.

AUTORES
Clicando em "Autores" e achando "DUILIO DE AVILA BÊRNI" e aí clicando, chega-se aqui:

Sob meu nomezinho encontram-se os dois livros inprint da concorrida editora em cuja produção estou envolvido de modo maiúsculo. O primeiro, de 2012, é:

BÊRNI, D. d. A. e FERNANDEZ, B. P. M. orgs. (2012) Métodos e técnicas de pesquisa; modelando as ciências empresariais. São Paulo: Saraiva.

e o segundo, de 2014 deixa-se identificar como:

BÊRNI, Duilio de Avila e FERNANDEZ, Brena Paula Magno (2014) Teoria dos jogos; crenças, desejos, escolhas. São Paulo: Saraiva.

MÉTODOS E TÉCNICAS DE PESQUISA...
Clicando no primeiro, chegamos aqui. Um show de métodos e técnicas, um manual para relatórios, trabalhos de conclusão, artigos, ensaios, dissertações e teses. Inscrevendo-nos no site da Saraiva, dando-lhe nosso e-mail e uma senha, e localizando o livro, chegamos ao Material de Apoio, que consta de dois capítulos estritamente maravilhosos:

Capítulo 14
Como Recuperar as Fórmulas de Economia Matemática
João Rogério Sanson e Antonio Marcelo Fontoura


Capítulo 15 (ambos no mesmo arquivo)
Como Recompor as Fórmulas de Estatística e Econometria
Eduardo Pontual Ribeiro e Cecília Schmitt

TEORIA DOS JOGOS
Já devidamente cadastrados e logados, clicamos ao lado deste livro de poderes mágicos (aqui) , e revemos nosso:

BÊRNI, Duilio de Avila e FERNANDEZ, Brena Paula Magno (2014) Teoria dos jogos; crenças, desejos, escolhas. São Paulo: Saraiva.

Clicando novamente no "Material de Apoio", deparamo-nos com uma enorme lista de problemas/exercícios e suas soluções.

DdAB
P.S. Lá em cima digo "os dois livros inprint", pois há um terceiro out-of-print, ou seja, esgotado:
Bêrni, Duilio de Avila (org.) Técnicas de pesquisa em economia; transformando curiosidade em conhecimento. São Paulo: Saraiva, 2002.
P.S.S. Vemos na ilustração lá de cima que há espaço para uns três livros. Agora mesmo, porei mãos à obra, a fim de produzi-los!!!
P.S.S.S.: Não confundamos o site da Editora Saraiva com o da Livraria Saraiva!

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Hai-Kai n. 74


Querido diário:

No hai-kai n. 74, diz MILLÔR:

NADA TEM NEXO.
TUDO É APENAS
UM REFLEXO.

Planeta 23:

Um reflexo em plena ilha
É o anel de noivado
Da continental filha.

DdAB
Imagem daqui.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Ulysses: confrontos com Marx



Senhoras e senhores:

Por contraste a "O Capital", cujo primeiro substantivo é 'riqueza', em "Ulysses", observamos um nome próprio: Buck Mulligan, personagem de terceira importância. Literalmente,

Stately, plump Buck Mulligan came from the stairhead, bearing a bowl of lather on which a mirror and a razor lay crossed.

que o Google Tradutor dá como:

Imponente, gordo Buck Mulligan vinha do stairhead, tendo uma tigela de espuma em que um espelho e uma navalha lay cruzados.


Por contraste ao nome de Malachi Mulligan, 'riqueza' é um substantivo importantíssimo para o desenvolvimento da história (que Marx dizia ser uma obra literária), e que chega, no final, à luta de classes, ou seja, a luta pela apropriação da riqueza social.

Diz Marx, na tradução de Rubens Enderle: 

A riqueza das sociedades onde reina o modo de produção capitalista aparece como uma 'enorme coleção de mercadorias', e a mercadoria individual [aparece] como sua forma elementar. 

O método dialético, conforme ensinou-nos -especificamente- David Harvey, centra a atenção na "mercadoria individual", ou seja, na forma elementar da mercadoria. Nesta linha, Marx deixa claro haver uma dualidade dentro da mercadoria: seu valor de uso e seu valor de troca. Para ser mercadoria, uma "coisa útil" não é apenas valor de uso, pois não será usada por quem a produziu, e nem valor de troca, pois a ausência de valor de uso a torna introcável. Então, agora citando Cirne-Lima, passamos a ver uma contradição: tese falsa e antítese também falsa que devem dar lugar a uma síntese: o valor ("os valores", lá na afamada figura da p.111 . Segue o método dialético na exposição de David Harvey: para entendermos o que é este valor devemos buscar suas contrariedades internas, que são consubstanciadas no tempo de trabalho socialmente necessário, que se divide em trabalho concreto e trabalho abstrato, que se fundem na forma do valor de troca, que se subdivide em forma equivalente e forma relativa, que se fundem na forma dinheiro, e assim por diante, até... a luta de classes!

DdAB
Entusiasmado com este recorte de "roliço Buck Mulligan", procurei no Google Images a palavra "roliço". A mais criativa delas veio-me com os diversos nomes de cores de um arco-íris selecionado, ao clicar aqui.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Gama, Gancho e Garça


Querido diário:
Disse-me a profa. Paula de Paris que, mesmo em casa, sem aparelhos (exceto o próprio chão, uma mesa ou cadeira e um rodapé), podemos fazer alongamentos [gama, gancho e garça] para pernas e pés. Eu acreditei, fi-los (fi-los, meu deus?) e sinto-me estonteantemente melhor!

Adendo:
Mal postei esta notinha, milhares de pessoas telefonaram-me indagando as coordenadas da espetacular professora. Ela coordena um studio de pilates:

Profa. Paula de Paris
Health pilates
Rua Alegrete, 460 :: telefone 51+9144.9146
Petrópolis PORTO ALEGRE

Quem mora perto nem precisa preocupar-se com o ônibus. Quem mora longe dispõe de dezenas de meios de transporte para chegar, esticar e voltar.


Adendo complementar
E mal escrevi isto, foi-me solicitado dizer a origem dos três exercícios de alongamento
.a. gama: as pernas do rapaz formam uma letra gama (do alfabeto grego) maiúscula
.b. gancho: no tempo em que se faziam anzóis com alfinetes, o exercício incitando o pé a fazer um ângulo de cerca de 30 graus (de ângulo) com a perna, ficava claro o que era um gancho
.c. garça: tá na cara que foi inspirado nas garças que o homem primitivo criou este alongamento para a panturrilha.

DdAB
P.S.: taqui a letra gama maiúscula: Γ. E aqui a minúscula γ.

domingo, 27 de julho de 2014

Hai-Kai n. 73


Querido diário:

Neste domingo, nada melhor do que refletirmos sobre a seguinte trova de hai-kais:

MILLÔR
PÁSSARO POUSADO
NO ESPANTALHO
APOSENTADO.

Planeta 23
Nosso aposentado
passa as tardes suspenso
no boteco ao lado.

DdAB
Imagem saborosa... aqui.

sábado, 26 de julho de 2014

Lei da Oferta e Procura e Lei da Gravidade


Querido diário:

Já não sei mais quantas postagens deste blog falam que a lei da oferta e procura é mais insinuante que a lei da gravidade: talvez umas 50. E, ainda assim, tem gente que segue pensando que o problema das drogas ilegais (não falo de bolsos de políticos...) pode ser resolvido com um chazinho de camomila, aquelas coisas ingênuas. A lei da gravidade puxa as coisas para baixo. A lei da oferta e procura eleva a gente para cima: há mais gente voando que caindo...

Aqui alguns exemplos, só alguns em milhares de postagens...


Drogas Acachapantes e Liberdade Educacional
Convenções e Incentivos Materiais
Segredo: a lei da oferta e procura segue em ação
Tamanho aqui e agora: pouca macro e muita micro
A Droga do Aborto

E sempre estive procurando a cifra de quantas pessoas, neste preciso instante, encontram-se encarapitadas nas alturas em um assento voador, circundado por um... avião. Pois na página 10 de Zero Hora de hoje, encontrei a informação em -como se dizia- letra redonda. Trata-se da coluna "Olhar Global", de Luiz Antônio Araújo, e o título de hoje é "Sinal de alerta". Ele fala das recentes quedas de aviões e diz que, no ano passado, a indústria aeronáutica encarapitou cerca de 3 bilhões de pessoas.

Segue-se logicamente que, em uma hora, ou seja, das 9h00 às 10h00 agora mesmo, quando posto, há nos céus cerca de 340 mil pessoas. 340! (aliás, este 340 com exclamação é um fatorial maior que a capacidade de cálculo de meu Excel).

E que podemos dizer da lei da gravidade? É colocada em segundo plano para essa cambada, não é mesmo?

DdAB
Fonte da imagem: aqui. Grandioso site! Olha outra, relacionada, também atribuída ao Barão de Itararé: Todo homem que se vende recebe muito mais do que vale.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Gigante Adormecido e Anão Diplomático

Querido diário:

Parece que a grande notícia de ontem foi que o Brasil aceitou a versão -creio que americana- de dizer que Israel está dando uma resposta mais violenta do que merecem as baixarias originárias dos palestinos requerem, requereriam. E, ao dar-lhe conhecimento ao país judeu, nosso tradicional aliado entretendo relações comerciais e diplomáticas de porte, fora uma colônia de migrantes de várias gerações expressivas, deu-lhe esta informação.

Ato contínuo, Israel deu uma resposta exagerada a este reproche brasileiro. Mais ainda, deu uma resposta pouco diplomática, ao sustentar que seu aliado auri-verde é um anão diplomático. Descontada esta questão de quem tem razão, o Brasilzão ou o pequeno Israel, fiquei pensando que, para minha escalavrada tristeza, o Brasil não é apenas um anão diplomático. Começa que ele é o gigante adormecido e, a partir daí, é uma anão distributivo, um anão em renda per capita, um anão em produtividade, um anão em saúde, outro em educação, outro ainda e, principalmente neste caso, um anão judiciário, pilhas de anões e não são postados sobre dorsos de gigantes. Ou, se o são, trata-se também de gigantes adormecidos, o que permite aos anões vislumbrarem precisamente os mesmos horizontes luzidios de seus predecessores pedestres...

Lições de teoria dos jogos:

.a. Israel joga o dilema de prisioneiro, uma sucessão independente de eventos

.b. Israel não joga dinamicamente o Tit-for-Tat, ou seja, não permite que, do dilema de prisioneiro jogado iterativamente, surja a cooperação. Cooperação com os palestinos, claro. E também com o Brasil, de sorte a pararem de ofender a estatura da diplomacia pátria. Ou, se quiserem assim manter-se, então devem também pensar em todos os demais casos de nanismo.

Lição geral: o Brasil, dado seu grau de nanismo, não sabe o que é jogo, não joga futebol (7x1, Dunga e a CBF, e coisa e tal) e tem um índice de Gini da distribuição da renda de 0,51. E o Gini lá deles é de 0,39. E a renda per capita é US$ 39 mil. E, para lembrar, a nossa é de US$ 12,5 mil.

E os palestinos? Na Wikipedia (fonte de meus demais dados), a Palestina é uma "região geográfica" e não um país. Mas ao mesmo tempo a Palestina -por meio de alguns de seus representantes, importantes fazedores da opinião daquele povo- não reconhece a existência do estado de Israel, confrontando a comunidade mundial que o criou no pós-II Guerra Mundial.

A Polícia da Organização dos Povos Unidos (do governo mundial) deveria tomar conta daquela região, garantir o surgimento do estado palestino, garantir a "devolução dos territórios ocupados", garantir a aceitação do estado judeu pelos palestinos, deixando claro que todos os países estarão em vias de extinção, dando lugar ao governo mundial e garantir que aquela cambada comece a viver em paz. Em outras palavras a simpática organização policial de que falo deve mudar as recompensas do jogo atual.

DdAB
Imagem: eu nunca fui a Jerusalém, mas parece que é de lá isto daqui.
P.S.: no sábado, havia uma crônica de Cláudia Laitanno na Zero Hora em que ela fala deste "anão diplomático" e acrescenta que o diplomata anão que assim se referiu ao Gigante Adormecido também fez mofa dos 7x1, imagem de fracasso a que também me referi na postagem. Meu ponto é que isto não estava no jornal que li: inside information...

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Maquiavel, Nash e Pareto

Querido diário:

Justificam? Vão-se milhares de anos desde que prestei meu primeiro (prestei vários, rsrsrs) vestibular. E uma década, mais ou menos, em que dou uma olhada no caderno "Vestibular" do indefectível jornalzinho (pelo tamanho tabloide) Zero Hora. E nem sempre tento fazer problemas, exercitar soluções, e nem sempre o leio na íntegra. E muitas vezes aprendo coisas que talvez devesse ter aprendido anteriormente. Hoje, em particular, há duas páginas sobre Maquiavel enquadrando-se em "Sociologia", do prof. Felipe S. Karasek e ainda "Política Moderna". Destaco dois pontos, um relacionado ao Dilema de Prisioneiro e o outro ao conceito de unanimidade que preside o conceito de ótimo de Pareto.

DILEMA DE PRISIONEIRO (O Príncipe)
Um senhor prudente não pode nem deve respeitar a palavra dada quando esta observância se volta contra ele e quando deixam de existir os motivos que o levaram a empenhá-la. Se todos os homens fossem bons, esse não seria um bom preceito; mas, posto que os homens são maus e não manteriam a palavra a ti empenhada, também não deves mantê-la em relação a eles.


ÓTIMO DE PARETO (Comentários sobre a primeira década de Tito Lívio)
Não é o interesse particular que faz a grandeza dos Estados, mas o interesse coletivo. É evidente que o interesse comum só é respeitado nas repúblicas: tudo o que pode trazer vantagem geral é nelas conseguido sem obstáculos. Se uma certa medida prejudica um ou outro indivíduo, são tantos os que ela favorece, que se chega sempre a fazê-la prevalecer, a despeito das resistências, devido ao pequeno número de pessoas prejudicadas.

"MAQUIAVEL CONTRA O MAQUIAVELISMO"
A frase Os fins justificam os meios nunca foi realmente escrita por Maquiavel. Ela surgiu de uma má interpretação de sua teoria. Não encontramos nos escritos de Maquiavel a permissão para a prática de crueldades, pois, assim, o governante perderia a confiança do povo - a qual constitui a verdadeira segurança (fortezza) do príncipe.

Pois bem. O primeiro caso é claro: estamos em um jogo estático em que a estratégia dominante é trair. Mais que estratégia dominante, temos agora um equilíbrio de Nash, pois -qualquer que seja a ação adotada pelo outro jogador- o melhor é trair, inclusive por pensar que o outro pensa que nós trairemos e aí mesmo é que vai trair-nos.

O segundo caso fala em uma situação em que a regra da unanimidade associada à posição de ótimo de Pareto e as mudanças que se tornam mais difíceis quando a sociedade a adota. Ou seja, no presente caso, vemos mais uma abordagem utilitarista, a saber, quanto maior o bem estar dos outros em resposta a uma mudança na alocação de recursos, mais vale a pena deixar a minoria de lado. Claro que há soluções mais delicadas do que simplesmente impedir a mudança ou tê-la a qualquer preço.

No terceiro, temos o desmentido da famosa asserção de que os fins justificam os meios. Também de autoria complicada -ouvi dizer que era de Karl Marx- é a frase que diz que, por contraste, todo fim que requer um meio injusto é também ele injusto.

DdAB
Imagem daqui. Vi que é um site dos peritos do INSS, mas nada mais olhei. Ergo não sei se usam a frase falsamente atribuída a Maquiavel como ironia, algo contra os governantes, que -em minha visão- é sempre bem-vindo, pois a cambada é de matar...

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Instituições, Free-Shops e Estupidez


Querido diário:

Ainda não faz 10 horas que fiz a dernière postagem. E por que antecipo a proxaine? Ao escrever ontem, a notícia de hoje estava completamente forjada. Dunga é o treinador, cinemas e tomadas de luz permanecem atendendo as últimas mudanças e -tchan tchan tchan- aquele negócio (portaria da receita federal) de reduzir as compras de terra e águas de US$ 300 para US$ 150 foi revogada. Hoje fiquei a perguntar-me se é que eu preferiria, a fim de manter as instituições que a restrição fosse mantida. Que a prova de esculhambação (para usar o termo técnico adequado) que rege a administração pública brasileira fosse reduzida...

Pelo que entendi das notícias que minha paciência permitiu-me capturar no jornal de hoje, o Brasil vai concorrer com os free-shops uruguaios, paraguaios e onde mais houver fronteiras terrestres criando seus próprios free-shops. Logo para mim, que desejo mesmo é livre comércio generalizado (descontando o papel de trouxa em dilemas de prisioneiro).

E não posso deixar de rir-rir-rir com a postura de muita gente, sua visão do modo de operar de uma economia e seus reflexos no balanço de pagamentos. Existe uma cambada que tem a visão de que balanço de pagamentos é apenas balança comercial. Ou seja, para a cambada, o que interessa é mesmo a exportação de suco de laranja e a importação de whisky Jack Daniels (ver imagem de ontem, que parece acorrentar a gente naquela garrafa...). Em outras palavras, eles não sabem sequer o que esperar de uma menos fechada do que a brasileira atual. E não entendem, por exemplo, que -ao se postarem contra o financiamento anunciado pelo BNDE à construção de um super-porto no Uruguay- estão abdicando da melhoria no balanço de transações correntes. Eles/elas não são capazes de pensar que o Brasil poderia ganhar um jurinho na balança de serviços.

E essa autonomia do chefe da receita federal em mudar políticas de comércio exterior do país é mais preocupante que a cambada que rege o futebol. Já disse que o Brasil, apenas se for tonto, gastará o mesmo que a Alemanha para promover o futebol, escolinhas de futebol. Já disse que devem promover escolas, português e matemática.

DdAB
P.S.: Gostei de confundir, para confusão dos leitores do Planeta 23, o Brasil com o futebol do Brasil... Em compensação, esta imagem veio daqui.

Três Importantes Inovações Institucionais


Querido diário:

Já vemos o dia 22/jul/2014 quase acabando. E eu tenho algumas coisas para falar como consequências de reflexões que fiz sobre três notícias lidas no jornal ZH (hélas) de hoje.

PRIMEIRA
Dunga será o novo treinador da seleção (7x1) brasileira. Dunga está para o penta assim como Felipão está para o tetra. Vejamos, o futuro dirá quem se elegerá para presidente da república, em quem votarei, e quem será o campeão da copa do mundo de 2018.

SEGUNDA
Cinema antecipa estreias dos filmes da atual sexta-feira para a quinta-feira. Nestes meus 67 anos de existência já vi as estreias serem escritas "estréias", já vi em ação em meus livros a ortografia de 1943 (a que mudou os Estados Unidos do Brazil para Estados Unidos do Brasil, uma inovação formidável), a de 1973 (que retirou o chapéu do "fêz", pretérito perfeito do indicativo do verbo fazer) e a de 2009 (que tirou o acento agudo de "idéia") [datas aproximadas]. Também vi três tipos de tomadas elétricas para as paredes do, então, Brasil. E, claro, já vi estreias de filmes nas segundas-feiras, nas quintas-feiras e em todos os demais dias da semana, se não exagero.

TERCEIRA
O governo federal (hélas) oferece mais uma assacada contra o turismo de fronteira: queda na liberação de importação de US$ 300 por pessoa por viagem para US$ 150. Racionamento por quantidades, ou seja, estupidez. E por que partir para a estupidez? A fim de segurar outra ainda maior, que é esta taxa de câmbio de R$ 2,3 por dólar americano. Pode?

Moral da história: a história não tem moral, ou melhor, o governo, a sociedade brasileira não tem moral, não tem instituições duradouras, não tem a menor chance. Mais moral: apenas a bebida é que me leva a declarar que votarei em Dilma para presidente da república e Tarso Genro para governador do descalabrado Rio Grande do Sul. Mas o que eu quero realmente é uma constituinte, pois este sistema político está mais uma vez falido, aliás, nunca foi salvo, acossado que foi pelas mudanças ortográficas, pelas mudanças nas tomadas elétricas e no escandaloso protecionismo que grassa na política cambial.

Só bebendo!

DdAB
A imagem é daqui. Dado o adiantado da hora, não viajei no site. Nem sei se ele é a favor ou contra o consumo desenfreado de álcool. Eu, claro, sou a favor, pois diz-se por lá que a bebida prende e eu acho que ela liberta muito mais do que o voto obrigatório, o voto proporcional (não distrital) e tantos outros atentados ao bom-senso.

Como conciliar que não quero mudanças nas instituições e quero constituinte? É tolice mudar a ortografia, mas sapientíssimo impedir que gente que não vota com a cabeça seja obrigada a "exercer seu direito". Moral da história: a publicação desta postagem fugiu mesmo do dia 22/julho.

P.S. pequenas editadas às 10h35min de 23/jul/2014.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Hai Kai n. 72


Querido diário:

Temos o hai-kai n. 72:

MILLÔR:

AO ANOITECER
UM TIRO EVITA
O ENVELHECER


Planeta 23:

O envelhecer:
seu devir é
morrer ou morrer!

DdAB
Imagem: aqui. O interessante é que já entrei na polêmica ou algo similar: parece que também existe a livraria devir, com um logo bastante parecido mas não coincidente com o que selecionei.

domingo, 20 de julho de 2014

Hai-Kai n. 71


Querido diário:

O hai-kai n. 71 de Millôr Fernandes é:

MILLÔR
O POR-DO-SOL, É CERTO
JÁ NÃO ME TOCA
TÃO DE PERTO.

E o Planeta 23 emendou com:

Tão de perto
Contemplas meu olhar
Incerto.

E, no dia do amigo, com muita emoção, veio outro:

Tão de perto
armei um vínculo
com olhares longínquos.

E encerrei.

DdAB
De tanto olhar e pensar nos olhares oblíquos e dissimulados de quem não é amigo, caí neste blog e na postagem sobre olhares: aqui.

sábado, 19 de julho de 2014

Jogadores do Tipo "Pombos"


Querido diário:

O que segue não é bem diretamente originário do estonteante livro:

BÊRNI, Duilio de Avila e FERNANDEZ, Brena Paula Magno (2014) Teoria dos jogos; crenças, desejos, escolhas. São Paulo: Saraiva. (aqui)

Mas que segue lá isto segue. Os pombos só são felizes em ambientes percolados por pombos, pois as bicadas e apertões desferidos por falcões são inevitáveis. Mas dois falcões, ao interagirem nas ruas da cidade, provocam raspões, bicadas, agarrões, colisões, suor, lágrimas e sangue. Vida e morte, aleijões e cocatrizes e -quem sabe?- reencarnações...

No acidente ocorrido há tempos envolvendo o homem cego, a mulher bondosa e o motoqueiro tipo falcão, ela testemunhou a má vontade do motoqueiro e, como tal, das autoridades. Que poderia a sociedade fazer com o assassino? Puni-lo, é claro. E com as autoridades cuja omissão leva a este tipo de tragédia? Puni-las, é claro. Em Porto Alegre, as autoridades criaram uma campanha para todos estenderem a mão (como ensinou Cristóvão Buarque em Brasília) e atravessarem em segurança sobre a faixa de segurança. E rapidamente deixaram-na ao olvido, pois cansaram-se de tratar da reeducação da população, zero de campanha, por exemplo, direcionada aos motoristas profissionais (ônibus, táxis e mesmo os moto-boys entregadores de cargas alimentares e medicinais...).

Claramente, reeducação requer incentivos: recompensas e punições. Sem eles, o perigoso jogo de falcão e pombo jamais será deslocado para outro, como o caça ao cervo ou a cooperação inevitável.

DdAB

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Os BRICS e o Planeta


Querido diário:

Parece que ainda não falei nada sobre a atual fase de andamento da associação de países complicados chamados de BRICS: ditaduras e violência tanto real quanto simbólica. Aparentemente, o Brasil é o mais ocidental de todos, com menos ditadura e mesmo menos violência do tipo que acomete, por exemplo, a sociedade indiana. Mas não nos enganemos: o Brasil também é um país violento, como aprendi pela primeira vez lendo um livro de Edgard Carone (contestando aquele chavão de "índole pacífica de nosso povo"). Anos depois (e um quarto de século atrás), meu colega Eugênio Lagemann simplesmente disse-me em plena Oxford que, no Brasil, estávamos em guerra civil. E vejo isto até hoje.

Ok: então o Brasil é igual à Rússia, à Índia, à China e à Sul-África? Claro que não, claro que há diferenças importantes que vão transparecer assim que, tomara, esse banco de que agora alardeia-se a criação naquelas reuniões de Fortaleza comece a exercer suas funções de intermediador de divisas (cambiais). Parece-me óbvio que trocar a dupla Banco Mundial-FMI por estas novas organizações e parceiros é uma fria: a China já deixou claro que vai passar o trator sobre seus parceiros, aliás, parceiros? Sem falar em território e população, podemos pensar exclusivamente no poder econômico relativo: quem tem o maior superávit no balanço de transações correntes? China! É nóis? E nóis?

DdAB
A imagem veio-me daqui.
P.S. Depois desta postagem, ouvi comentários de leitores dizendo que:

.a. sou americanófilo
.b. sou contra a "nova ordem mundial" centrada na China.

E eu pensei e decidi responder a ambos esses dois itens:

A-Z: sou muito mais pela aliança mundial em torno da civilização Europa-América do que qualquer outro arranjo planetário. Ao mesmo tempo, não sou racista, o que me leva a crer que, dentro de poucos séculos, todos teremos um ancestral oriental (China, Índia, etc.).

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Aécio, Os Cubanos e a Língua Portuguesa


Querido diário:

Os próximos tempos prometem. Depois da copa do mundo, o final das férias escolares, as eleições, o verão. Sobre as eleições, começa-se a noticiar mais intensamente as movimentações dos candidatos. Já deixei claro ser o autor do silogismo:

M: todo político é ladrão
m: todo ladrão é político
C: logo todo político e todo ladrão são farinha do mesmo saco.

Mais ainda: não espero nada das eleições, nada substantivo, nada que não tivesse sido propagandeado na chapa -como chamei- Serra-Dilma há quatro anos. E agora temos Aécio, claramente um rapaz à direita de Serra, o que pode significar destrambelhos neoliberais de diversos calibres. E pouco ou nada no rumo da sociedade igualitária.

Seja como for, já anunciei que votarei no governo (PT, by the way) de cima a baixo, temo entregar o poder decisório nacional a outra cambada.

Por isto mesmo, não posso deixar de conter o riso quando vejo os cubanos inocentados e um erro grosseiro de interpretação de Aécio (ou foi do jornal?) e outro erro do jornal! Vejamos: na página 13 de ZH de hoje, há uma notícia

Política | ELEIÇÕES  2014
Aécio promete reavaliar acordo Mais Médicos
GOVERNO CUBANO DEVE se enquadrar ao que o Brasil impor, disse candidato do PSDB ao Planalto

Erro do Aécio dizer "enquadrar ao que o Brasil impor" e não "... impuser"? Ou erro do jornal? E nem se deve falar mais que "deve se enquadrar" tem aquela supressão do hífen, como até eu já andei escrevendo/suprimindo, tentando modernizar-me. Mas este de impor e impuser é de pensar...

E segue o jornal dizendo que Aécio "criticou a gestão do PT, ..., dizendo que o governo brasileiro financia o cubano por meio do Mais Médicos", ainda que reconhecendo "a importância do programa" mas que deve-se "avançar mais no setor da saúde." E depois vem uma pérola literária: "Questionado se o governo dos irmãos Castro toparia rever o acordo, afirmou que é Cuba que deveria se adequar às normas impostas pelo Brasil". E vem o que segue:

-Os médicos estrangeiros são bem-vindos em nosso país, mas é preciso que os cubanos recebam a mesma remuneração dos outros profissionais - disse, evitando responder como pretenderia convencer o governo de Cuba a ceder sem evitar possíveis gastos extras.

É uma dupla e tanto esta de Zero Hora e Aécio Neves! Aquela do jornal de "irmãos Castro" é de doer, pois a monarquia socialista cubana não conta mais com Fidel, mas apenas com Raúl. Este é outro destrambelho de que falo no título: bem sabemos que deve-se dizer "irmãos Castros", como já o fez Érico Veríssimo. Ademais, em minha opinião, Raúl deveria aposentar-se ou ser nomeado embaixador em algum país amigo.

DdAB
Se bem entendi, na imagem acima (que não sei de onde saiu) estão os irmãos Dionísio e Domingos Castro. Mas aos 25/jul/2014, 14h24min, achei aqui. Era uma piadinha, n'est ce pas?

terça-feira, 15 de julho de 2014

Judiciário: salário alto cum eficiência baixa


Querido diário:

Todos sabemos que, depois do ocorrido, passou-se a entender aqueles "five dollars day" que Henry Ford criou nos anos 1910 (actually em 1914, segundo a Wikipedia) como um enorme incentivo aos ganhos de produtividade dos trabalhadores. Em compensação, no jornal Zero Hora de hoje temos pelo menos três estonteantes informações sobre o pagamento de altos "salários" (no caso, vencimentos e ordenados) e os limites da eficiência do sistema judiciário brasileiro.

PRIMEIRA
Nas páginas 12-13, mostra-se uma polêmica sobre levar-se um preso às barras do tribunal portando algemas. Diz-se que, por exemplo, em minhas palavras, se um indivíduo matou alguém criminosamente, mas se for julgado portando algemas, ele pode ser declarado como não tendo matado ninguém. Anula-se o passado, clama-se por um futuro melhor para o réu, o rei e os que roem (nossa paciência e dinheirinhos). Digo eu: temos que chamar urgente a empresa júnior de que falo para administrar o sistema judiciário brasileiro.

SEGUNDA
Na página 24 tem uma notícia informando que aquela camisa azul de taxista que há anos é envergada pelos motoristas profissionais da cidade era ilegal, ou melhor, o tribunal, no discernimento do desembargados Newton Luís Medeiros Fabrício, da primeira câmara cível do tribunal de justiça do rio grande do sul, deu uma liminar ao sindicado dos taxistas de porto alegre autorizando-os a usar camisa social de qualquer cor durante o trabalho. Cá entre nós, o juiz falar isto e não arquivar este processo. Quem o luminar pensa ser? O prefeito (o afamado Furtonati?)? O vice? O chefe do setor de fiscalização? Só trazendo a empresa júnior suíça, pois o discernimento jurídico nacional expressa a má formação cerebral e universitária da gente que por aqui viceja.

TERCEIRA
Em compensação, o sr. Marcelo Bertoluci, presidente da OAB/RS (ordem dos advogados, as far as I get) tem um artigo na página 21, respondendo pelo título "A SOBRECARGA QUE AFETA OS CIDADÃOS". Tá falando na justiça, claro. Refere-se a um "quadro caótico do sistema judicial. [...] Basta ir a qualquer fórum de alguma cidade gaúcha para perceber cartórios abarrotados de processos, na contramão de um número reduzido de servidores e juízes. Entretanto, não podemos confundir a morosidade processual com a atuação de advogados, magistrados, membros do Ministério Público e servidores." Ao ler isto, gelei: então no Rio Grande do Sul, o vilão vive dentro dos processos que recusam mover-se sozinhos. Segue o presidente argumentando que há uma contradição entre a falta de pessoal e o limite legal de 6% da receita líquida e que isto impede que sejam contratados 1,5 mil servidores para mover os diabos dos processos.

Para mim a conclusão é óbvia: essa macacada está ganhando demais, essas macacada que se apropriou de um nicho dos tributos nacionais ganha tanto que exauriu um limite de gastos imposto pela lei e não se conforma com isto: ai invés de ter seus salários milionários reduzidos, quer elevar aqueles 6%. Parece-me inconcebível que, na terra do salário mínimo de menos de R$ 1.000, um funcionário público (deputados, juízes, delegados, ledos gados, essa cambada) ganhe os R$ 20 mil, R$ 30 mil, R$ 50 mil e R$ 200 mil que são usuais. Só bebendo!

Quero dizer: salário eficiência na Ford Motors e salário ineficiência no sistema judiciário brasileiro!

DdAB
A imagem veio da Wikipedia aqui.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Hai-Kai n. 70


Querido diário:

Temos hoje o hai-kai n. 70, quando vemos:

MILLÔR
QUANTAS PALAVRAS DE AMOR
MORREM
NO APONTADOR?

Planeta 23
No apontador da
firma a contabilida
de confirma.

DdAB
Imagem: daqui. E agora esta filosofia contábil com um verso de pé quebrado e a citação de um milionariozinho desses.

domingo, 13 de julho de 2014

Hai-Kai 69


Querido diário:

MILLÔR disse-nos:

O PATO, MENINA,
É UM ANIMAL
COM BUZINA.

E o Planeta 23 trova com:

Com a buzina,
Salvou-me a vida
A ágil menina.

DdAB
Esta originalíssima imagem veio daqui.

sábado, 12 de julho de 2014

Hai-Kai n. 68


Querido diário:

Sinteticamente, chegamos a:

MILLÔR
A ESTA HORA
E O DIA
INDA LÁ FORA

Planeta 23
Ainda lá fora
de teu perfume
vem-nos a aurora.

DdAB
Imagem: YouTube, o famoso Rancho das Namoradas, que acabo de saber foi composto por Ary Barroso e Vinicius de Moraes.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Hai-Kai n. 67


Querido diário:

Temos a trova de hai-kais n. 67 com os seguintes contornos:

MILLÔR
O IRMÃO SIAMÊS
É UM INVENTO
CHINÊS

Planeta 23
Chinês, oriente:
há quem se impaciente
com tanto indigente.

DdAB
Imagem aqui.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Hai-Kai n.66



Querido diário:

MILLÔR mostra-nos o seguinte hai-kai na p. 72 do livro da L&P:

ESTRELA CADENTE
PONTO DE EXCLAMAÇÃO
QUENTE.

O Planeta 23, com sua peculiar humildade um tanto bélica, acrescenta:

Quente, rente
à linha de frente,
também vi gente.

Que me iria na alma para trovar assim?

DdAB
Imagem: aqui.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

7 x 1: parece ideia fixa - é mesmo o igualitarismo


Querido diário:

Quem lê um jornal para pautar-lhe "o que vai pelo mundo" tem o risco de, usando olhos e ouvidos de terceiros, saber apenas o que lhes vai pelo mundo. Leio Zero Hora, um jornal de direita, leio-a ciente do fato e da tragédia que não há realmente outro jornal melhor em Porto Alegre ou mesmo no resto do Brasil. Pois bem, na capa de Zero Hora de hoje, lemos:

Brasil de Felipão leva inacreditáveis 7 a 1 da Alemanha, envergonha torcedores para sempre, produz um elenco de jogadores marcados pelo fracasso e, humilhado, sepulta o sonho de conquistar o Hexa em casa.

De minha parte, lá pela altura do 3 x 0, tirei meu time, se a imagem não é lugar comum. Sempre sofrendo, mas já sem esperança. Consciente de que nada havia a aprender com aquela fenomenal derrota: o futebol é um ninho de ladrões, há décadas deixou de ser esporte e o Brasil, com sua fenomenal desigualdade, há muito virou um farsante.

A propósito, uma das cartas mais sucintas da página 2 do carimbadíssimo jornal, assinada por Frederica e Maria Luíza diz:

Esta derrota é a cara do nosso Brasil. A competência alemã superou a farsa brasileira.

Como deixar de concordar? Um poder judiciário que joga menos que Fred, um executivo e outro legislativo eivados de ladrões, a impunidade generalizada, o voto obrigatório, todas as mazelas que todos os pensadores brasileiros sabem de cor.

De outra parte, na p. 16, o editorial do jornal fala (de futebol!) em algo que ouvi rapidamente ontem, durante o jogo, originando-se ou de um co-espectador ou de algum jornalista:

[...] Foi a derrota de 2002 para o próprio Brasil, que fez a Alemanha se conscientizar de que somente com um planejamento cuidadoso poderia melhorar sua performance nas próximas competições. A partir de então, a Federação Alemã de Futebol (DFB) e a Liga Nacional -  responsável pela Bundesliga, o campeonato local-, adotaram medidas para mudar o futebol nacional. A Liga condicionou a licença da primeira divisão aos clubes que montassem academias formadoras de jovens. Depois, estendeu esta medida à segunda divisão. Paralelamente, a DFB criou centros de treinamentos para crianças abaixo de 14 anos, em integração com escolas. Ao mesmo tempo, os alemães mandaram técnicos para o exterior, para formatação em países considerados referência em treinamento de jovens.
   Claro que isso tudo só foi possível com muito investimento de recursos, mas os resultados logo se fizeram notar. Os clubes alemães passaram a se destacar e a disputar os principais títulos europeus. E a seleção que vai para a final da Copa no Brasil é a consequência direta desse trabalho. Nada ocorre por acaso.

Ontem comparei o índice de Gini de 0,27 da Alemanha com os 0,51 do Brasil. A Alemanha, por este cânone, é mais igualitária. E, com este trecho do editorial de ZH, vê-se o que quer dizer isto: clubes montando academias formadoras de jovens e não contentes com isto os governantes (que, anos atrás, decidiram invadir a Polônia, aquelas coisas de 1939 a 1945...) integraram os centros de treinamento com as escolas. Escola com treinamento? No futebol e duvido que não tenha alguém aproveitado para treinar no tênis, no hockey, no vôlei, no atletismo. E também juro que há treinamento para violoncelos, saxofones, pianos, e por aí vai. Que tem o igualitarismo a ver com isto? Empregos, empregos de professores, cozinheiros, jardineiros, mantenedores de quadras, piscinas, etc.

E o poder judiciário alemão? Disto não sei muito, mas bem sei o que diz a página 12 deste já exageradamente carimbado jornal. Sob o título de "Economia. TRF condena ex-dirigentes do Banco Econômico", fala-se na condenação "por evasão de divisas e fraude contra o sistema financeiro nacional." Quem são os rapazes? Ângelo Calmon de Sá e José Roberto Davi de Azevedo. E diz mais:

Calmon de Sá deverá cumprir pela de sete anos de reclusão, inicialmente em regime semiaberto, além de pagar multa. Azevedo foi condenado a oito anos e dois meses em regime fechado e também deverá pagar multa. Cabe recurso ao Superior Tribunal de Justiça.

Claro que isto não é cultura da impunidade, pois os rapazes tiveram o nome divulgado no jornal e no blog Planeta 23. Isto se não fui enganado por mais um daqueles erros judiciários. Agora, cá entre nós, não falei que tudo começou "em julho de 2002 na Justiça Federal da Bahia." Eu disse 2002? Disse, aritmeticamente 12 anos atrás, julho com julho. Claro que isto é a mais escrachada cultura da impunidade. E quem é Ângelo Calmon de Sá? Veja você mesmo aqui. E, se o link falhar, respondo eu: ministro da indústria e comércio do governo Ernesto Geisel. E quando foi condenado? Condenaram-no a 13 anos e 4 meses de prisão em regime fechado em 3/out/2007. E a mais 12 "após a intervenção", seja lá o que isto queira dizer.

Resumo da ópera: temos lições a tirar dos 7x1? Não temos, nenhuma. Já sabíamos tudo. E também já sabemos que nada mudará, nada cambiará com as eleições de outubro. Constituinte já!

DdAB
Não juro que esta imagem daqui seja de um "menino de baixa renda", como pedi ao Google Images, mas juro que não parecem muito ricos os rapazes. Seremos levados a pensar que os dois rapazes fronteiros também estudam violoncelo, além de vôlei e futebol? E a turminha lá atrás deles, contemplando o descortinar-se do futuro? Professor/a, psicólogo/a e cozinheiro/a?

terça-feira, 8 de julho de 2014

7 x 1 e a Sociedade Igualitária


Querido diário:

A Copa do Mundo ainda não acabou, nem para o Brasil, que pode disputar o quarto lugar com a Argentina... Parece mesmo que tomar 7 x 1 da Alemanha, ou de qualquer outro time, não oferece maiores lições. No outro dia, eu falava em igualdade no esporte e a indesejabilidade de enormes desigualdades. Claro que não podemos dizer que a Alemanha não é adversário para o Brasil. Somos iguais, aliás, a Alemanha ganhou três Copas do Mundo e Brasil ganhou cinco, parece que somos iguais, pois há alguns itens de avaliação em que a Alemanha comparece com mais vigor, por exemplo, foi ela que jogou mais partidas no mundial relativamente ao Brasil.

Ou seja, a igualdade no futebol é necessária para que se valorize a desigualdade: apenas vencendo a iguais é que realmente somos felizes. E, no caso, infelizes. Seria, claro, inconcebível que a seleção brasileira perdesse para um combinado de funcionários aposentados da Tipografia Tupy com os da Editora GangeS. E também seria estranho que ela aceitasse um desafio desta fração do setor corporativo e ainda mais fosse derrotada.

E que mesmo é que a sociedade igualitária tem a ver com isto? Tinha gente já antevendo a derrota do selecionado brasileiro e ouvi na rádio alguém dizer que há ou houve ou haverá planos para criar ambientes em que os meninos possam, desde cedo, jogar futebol. O que me parece é que estes lugares privilegiados para se ensinar letras, matemáticas, esportes e artes é mesmo a escola. Uma escola com assistentes sociais, professores, recreacionistas, cozinheiros, essas coisas da vida de uma escola decente. E que, na hora do esporte, aprenda-se o fair play, aprenda-se mesmo a ser atleta, competidor, disciplinado, organizado, dando menos valor a penteados e tatuagens e mais para, quem sabe?, a história do esporte, das copas do mundo, essas coisas.

Não me parece haver qualquer lição a ser retirada desta acachapante derrota da seleção de futebol do Brasil para a da Alemanha. Pelo menos nada que já não soubéssemos. Uma coisa é ter um dia de azar e outra, bem diferente, é termos uma inserção absolutamente periférica no circuito mundial do futebol: bons jogadores, bons treinadores, bons roupeiros, quando tudo isto falta aqui dentro. Lá no outro dia, eu citava Moraes Moreira cantando em 1982 ou 1986 (quatro anos passa rápido, vejamos o que se faz neste país nesse período, e eu anseio por uma constituinte!): quem sabe tem mais de um quebrando a casca do ovo! (Contei uns milhões na foto acima!!!)

Tomara que estejamos mesmo no fim de uma era!

DdAB
Imagem aqui. O índice de Gini da desigualdade na distribuição da renda da Alemanha é 0,27 e o do Brasil é 0,51. Mas diretamente o igualitarismo não explica a tragédia do futebol e sim a do cotidiano brasileiro, inclusive naquela cambada que acha que as eleições podem resolver a menor das misérias que nos aflige.

P.S. aditamento em 13/fev/2015: recebi uns comentários sobre esta postagem ainda ontem, quando estive na cidade de Coimbra. Indagaram-me o que significava aquela ilustração com uma caixa de ovos quebrados. Dei-me conta de que não esclareci isto. É uma citação ao frevo "Sangue, Suíngue e Cintura", de Moraes Moreira, produzido por ocasião da copa do mundo de 1986, na Espanha. Ele diz: "quem sabe tem mais de um quebrando a casca do ovo", falando em futuros jogadores. Claro que houve umas safras boas e outras ruis. Desde então o Brasil tornou-se penta-campeão mundial de futebol. E manteve-se na privilegiada posição no rank da desigualdade da distribuição da renda.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Menos Virtudes, Mais Artes


Querido diário:

Ontem, falamos nas virtudes teologais (fé, esperança e caridade) e também nas virtudes cardeais (prudência, temperança, fortaleza e justiça). Em compensação, hoje ocorre-me citar uma passagem do enorme comentário feito por Franco Volpi ao livrinho "A Arte de ter Razão", de Arthur Schopenhauer, Editora Martins Fontes, 2001.

A história rola nas páginas 106 a 109 com os seguintes contornos. Mercúrio, mesmo sendo o deus da linguagem e da palavra, já está dando o que falar, pois nunca encontra uma esposa suficientemente boa para levar-lhe a solteirice. A cambada arruma-lhe como noiva a sra. Filologia, uma virgem mortal que, ao casar-se com um deus, se tornará imortal. Diz ele:

[...] A noiva chega acompanhada de sete damas de honra, que personificam as sete artes liberais: as três do discurso, isto é, gramática, dialética e retórica (o trivium), e as quatro do número, isto é, geometria, aritmética, astronomia e música (o quadrivium).

Ressignificando: as sete artes liberais são:

TRIVIUM
Gramática
Dialética
Retórica

QUATRIVIUM
Geometria
Aritmética
Astronomia
Música.

DdAB
Imagem daqui. Esta imagem tem a ver com gramática, dialética, retórica, geometria, aritmética, astronomia e música, não é mesmo?

domingo, 6 de julho de 2014

A Copa do Mundo: dilemas teologais


Querido diário:
Como sabemos, sou da campanha "Ateus, saiam do armário", nela inserido que fui por Maria da Paz (aqui, bem na Copa do Mundo da África do Sul, em 2010). Descontadas estas seriedades, vou fazer uma brincadeira sobre dilemas e que poderiam levar a pensar que sou idealista (no sentido de anti-materialista).

Pois bem, o dilema é o seguinte

COSTA RICA, antes do jogo de ontem, em que foi desclassificada por perder milhares de pênaltis:

Em espanhol:
Dios nos recompensará por no tener ejército y nos permitirá ganar esta copa del mundo.

Em português:
Deus vai nos recompensar por não termos exército e permitir-nos ganhar esta copa do mundo e vencer a Holanda e depois a Argentina e depois o Brasil.

HOLANDA: depois do jogo de ontem, que a leva a jogar a semifinal do campeonato com a Argentina:

Em holandês:
God beloonde ons voor het feit dat zoveel goeds naar Indonesië en andere planetaire hoeken veroorzaakt en gaf ons deze welverdiende overwinning tegen Costa Rica (die geen sancties kan raken tegen goede keepers).

Em português: Deus nos recompensou por termos causado tanto bem à Indonésia e outros cantos planetários e deu-nos esta merecida vitória contra a Costa Rica (que não sabe bater pênaltis contra bons goleiros).

Eu fiquei pensando não naquelas virtudes teologais que lembro de terem tentado inculcar-me em tenra infância (e que não me fizeram mal, claro, e que deveriam ter sido inculcadas nos políticos). E lembrei que não lembrava das virtudes cardeais. Mas parece óbvio que a última -justiça- levou-me a considerar como o supra-sumo da tentativa de organizar o mundo a partir do conceito de sociedade justa de John Rawls.

Retornando ao assunto: o dilema teologal, no caso, é óbvio: como é que poderia Deus proteger a Noruega, se a Dinamarca também é filha dele? Como proteger a Holanda, se Portugal também, e assim por diante. A Costa Rica, não podemos deixar de conceder para aquela macacada que vive dentro do armário, também é filha de Deus. Então: Deus protege A em detrimento de B, B em detrimento de A, é indiferente entre A e B ou protege ambos e deixa para outro critério o desempate?

DdAB
Imagem daqui.
P.S.: escrevi isto lá no blog dela, da Paz:
É, da Paz! Pegou pesado. amei o filme Milk, sou GLS, sempre fui. Busco meus preconceitos e etnocentrismos, a fim de combatê-los duramente. E se há apenas duas posições (materialista ou idealista), fico no grupo dos materialistas (a matéria precede a consciência), mas apenas até um certo ponto. Ou seja, hoje sabemos que o Universo é mais do que apenas o universo conhecido, o que leva a cessar de problematizar a questão a partir deste ponto. Acho que é evidente que viemos do chimpanzé, com parentesco apenas discreto com lesmas e gorilas, que viemos de estrelas que "morreram", que há buracos negros, essas coisas. Mas não acho impossível que esse universão, a natureza, seja "criado" por Deus. Ainda assim, haveria problemas: Deus é onipresente? Então, ele estará em teu olho agora. E esteve em meus dedos que escreveram a palavra "dedos". E em tudo o mais. E é tão presente que nada mais de útil se retira disto. E mais: menos ainda se retira que devemos ser bondosos, por imposição divina. se Deus está em tudo, ele também esteve (está? é atemporal?) no centro da bomba que escrachinou Hiroshima. isto me fará agnóstico? apenas herege?
P.S.S. e ainda não fui capaz de escrever naquela mensagem que a garota achou linda (ver o link referido) que, pelo que ouvi dizer, a quase totalidade da matéria existente no universo é "escura" (aqui).
P.S.S.S. As frases em espanhol e holandês foram traduzidas do português pelo Google Tradutor.
P.S.S.S.S. Entre os militantes da causa "Ateus, saiam do armário", sou da facção que escreve 'Deus' com inicial maiúscula, mas me recuso a escrever "sua", "dele", com maiúsculas, que que há?

sábado, 5 de julho de 2014

Vergonha Tributária Brasileira


Querido diário:

Nestes tempos de copa do mundo, sobressai a picardia brasileira, fazendo a copa das copas em pleno país da iniquidade tributária. Em compensação, na p.16 de Zero Hora de hoje, há um artigo intitulado "Reforma Tributária Justa", de autoria do advogado tributarista Carlos Leonardo Wienke. Gostei do tom.

A certa altura, ele deixa claro que o governo usa a tributação no Brasil pensando apenas na arrecadação e sem preocupação com outras variáveis até mais importantes (ou eu é que leio deste jeito?). E começa a falar em princípios que devem reger a próxima tentativa de reforma.

[...] Elenco [eu, lá ele] alguns princípios que acho importantes para a reforma.
   Antes de elaborar um projeto, é fundamental ampla discussão com a sociedade sobre os princípios que devem nortear um sistema tributário justo. A tributação deve ser direta, progressiva e de caráter pessoal. Os tributos indiretos e cumulativos distorcem a economia. Deve ser vedada a instituição de tributos sobre a produção e circulação de remédios e gêneros alimentícios. Os rendimentos do trabalho devem ser tributados em escala menor que as do capital.
 A cobrança da renda da pessoa física deve ser progressiva e obedecer alguns itens: ampliação do número de faixas e dos respectivos intervalos de classes, e as alíquotas iniciais devem ser inferiores às vigentes, com revisão periódica da tabela do IR.
   A tributação da propriedade rural também deve ser progressiva, com arrecadação para os municípios. Também me atrevo a prever que o ICMS, em breve, será substituído pelo Imposto sobre Valor Agregado e o IPI deve incidir somente sobre bebidas alcoólicas, cigarros e artigos de luxo.

Vejamos como me torno co-autor, ou melhor, autor ligeiramente dissidente:

.a. ampla discussão pela sociedade sobre os princípios
:: em minha opinião, sociedade decente (Brasil contemporâneo) cassa a palavra dos políticos, ou seja, buscar-se-á organizar a discussão a partir de outros polos
.b. a tributação deve ser direta, progressiva e pessoal
:: não sei bem o que é "pessoal", talvez não seja "familiar", ou talvez exclua a empresa (o que, em minha proposta, não deve acontecer: a empresa deve pagar imposto de renda sobre o lucro, com alíquota única, independente do tamanho)
.c. deve existir apenas um imposto sobre a produção (o valor adicionado mensurado pela ótica do produto) e, particularmente, exclusivamente a produção de bens de demérito, como o cigarro, a cocaína, e todos os demais bens de demérito que podem ser transacionados livremente (talvez cocaína e, por que não?, cigarros só possam ser comprados com receita médica)
.d. não haverá diferença entre a natureza do rendimento (remuneração dos empregados ou excedente operacional bruto) e a alíquota do imposto de renda correspondente. Em outras palavras, cada unidade monetária é igual perante a lei, isto é, todo mundo paga, quanto mais ganha, mais paga (exponencialmente)
.e. haverá cobrança de impostos (diretos) sobre a propriedade do capital e a transmissão de bens e valores por doação ou herança. E também um impostinho sobre as importações (e talvez até mesmo as exportações)
.f. ele falou mais que eu na distribuição da receita entre as diferentes esferas do governo. Uma vez que eu defendo a extinção dos estados (e do senado...), a distribuição fica apenas entre união e municípios. Então, para começar o assunto, podemos pensar em uma divisão 50%-50%.
.g. será proibido medir o tamanho do estado apenas pela receita: todos achamos que pagamos muito imposto e recebemos poucos serviços. Então, para elevar a qualidade dos serviços, não há limite discernível na parcela da tributação no PIB. Devemos lembrar que a Malásia exporta mais do que seu PIB.

DdAB
Imagem daqui. A causa da causa do brasileiro ser um burro alegórico (sustentar tanto burro a pão de ló) é, naturalmente, a má qualidade da política que se faz por aqui. E torna-se claro na carga daquela carroça que esta inclinação nacional de ter naquela constituição de 1988 milhares de tributos é bem a prova de que aquela articulação de direita que foi chamada de centrão não tinha a menor condição de oferecer às gerações futuras um documento que durasse mais de dez ou 20 anos.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

A Copa do Mundo e o Chororô


Querido diário:

Hoje entrou na moda chorar de nervoso. Hoje, digo, ontem, ante-ontem. Hoje teremos mais um jogo da seleção de futebol do Brasil. Talvez haja choro e talvez sejamos nós e não os jogadores (ou todos) a fazê-lo. Podemos perder o jogo para a seleção de futebol da Colômbia. Nos pênaltis, numa bobeira de nossa defesa, num cochilo de nossos atacantes. Jogará Fred? Já falei que, em minha opinião, houve 10, pelo menos, nomes convocados erroneamente na atual seleção de futebol do Brasil. E minha opinião é abalizada, pois representa a média de incontáveis (n grande prá burro) referências que tenho lido afanosamente sobre a seleção.

Agora tenho a comentar a performance, as artes performativas, em tradução apressada do inglês. Fico imaginando um violinista que se estressa por estar tocando, digamos, no Maracanã dos velhos tempos, na preliminar de um Fla-Flu, para 198.891 torcedores. Já imaginou se, nos aplausos do primeiro movimento, ele começa a chorar e troca o violino por uma tuba e começa a tocar a velha canção carnavalesca "Tem Gato na Tuba" e dela sai mesmo um escabriado gato?

Qual é mesmo a maldição que pesa sobre os jogadores de futebol que não incide sobre o violinista? E sobre tenistas, jogadores de vôlei, basquete, criquete, e tudo o mais? Creio que é apenas o fato de que ganham incontáveis vezes mais renda do que os artistas. E pode chorar? Bem, isto é falta de treino, isto é amadorismo e isto pode estar significando que ganharemos mesmo a taça da XXI Copa do Mundo.


DdAB
Vídeo daqui. É só clicar lá em cima e viajar. O olhar a capacidade performativa da garotinha e seus agudos! Não desafinou nunca. Não ficou nervosa. Parecia um jogador da seleção!

terça-feira, 1 de julho de 2014

Ulysses: se puso emotivo el autor...


Querido diário:
Na cidade de Dublim, há um coreto, à frente dele, um "busto" de James Joyce e, mais à frente ainda, myself, em uma foto de quase um ano e meio de maturação. O autor do maior romance do século XX (o século XXI ainda não tem tal título) ficaria, talvez, perturbado, por compartilhar este substantivo com o autor do blog, um autor não dos maiores, porém dos mais expostos à galhofa...

A verdade é que o professor myself tem suas literatices, como podemos vê-las às mancheias nesta postagem:

.a. mancheia - claro que só pode ter vindo de Machado de Assis (ou assemelhado)
.b. se puso emotivo el autor - claro que estou citando a Mafalda ou, pelo menos, Quino
.c. James Joyce - o maior achievement de minha carreira ao ter concluído a leitura da tradução de Bernardina da Silveira Pinheiro
.d. "não dos maiores, porém dos mais expostos à galhofa" - estou citando Drummond (que achei na internet aqui), não é mesmo?

DdAB
P.S.: parece que, dado o barro entre mim e o coreto, o único brasileiro a respeitar aquele gramado fui eu mesmo. Mas juro que milhares de outros também o respeitaram e milhares de estrangeiros o conspurcaram.
P.S.S.: parece que hoje segue a Copa do Mundo: Argentina venceu a Suíça e Bélgica derrotou os U.S.A. Prevejo uma final entre Colômbia e Bélgica, hehehe.
P.S.S.S.: A equipe do Planeta 23 deseja a seus habitués e visitantes eventuais um excelente segundo semestre do ano!