14 fevereiro, 2014

Pergunta Mercantil: a quanto viene?

El Chicozapote:
El Mamey:

Querido diário:

Uma das frutas mais interessantes que por aqui (Mexico, D.F.) passei o dente são duas: o mamey e o chicozapote. O mamey é abaulado como uma manga, mais regular, exibindo uns 10-15cm de comprimento. De sua parte, o chicozapote é mais do estilo esferoide, com uns 3-4cm de raio. Gostei mais do chicozapote, se é que a escala ordinal torna-se necessária num processo pueril de mensuração como este a que me submeti há algumas horas.

Minha ignorância em matéria de frutas tropicais é milenar, ou seja, há mais de 1.000 meandros neste mundo das frutas que não dão lugar para meu barquinho. Mas talvez mais preocupante milenarmente falando é o fato de que acabo de começar a acalentar nova dúvida: os habitantes pré-colombianos destas regiões mexicanas tinham dinheiro? Praticavam apenas o escambo? Nos locais em  que este assunto é tratado, fico pensando que estão referindo-se apenas a escambo. Nunca li nem em espanhol nem em nenhuma outra das línguas que domino a palavra dinheiro. Por contraste, estou bem ciente de que a turma da América do Sul (Peru e cercanias), sim, tinha dinheiro. Em outro momento, criei a hipótese que, tivesse surgido um banco e seu banco central, tudo teria sido diferente e hoje as lhamas é que estariam puxando carroça e os intelectuais europeus é que fariam o papel de burro.

Mas o que me parece interessante por estas plagas e no presente momento da vida planetária é que, quando queremos saber o preço de alguma mercadoria, devemos indagar: a quanto viene? Ou seja, sabemos que vem, sabemos que há um custo a pagar pelo que está vindo e este custo chega ao preço da mercadoria. Se é verdade que Milton Friedman visitou o México, então segue-se logicamente que foi aqui que ele aprendeu a lição de que não existe lanche grátis.

DdAB
As imagens não são propriamente públicas, mas perdi-lhes as coordenadas e deixei por isto mesmo.

A partir de agora, a atividade mais importante de minha vida será saber se havia dinheiro por cá.

Nenhum comentário: